Imagine que uma empresa portuguesa está fazendo muito sucesso ao redor do mundo com um papel higiênico inovador. É claro que você vai me perguntar o restante da piada. Português reinventando o papel higiênico e ainda fazendo sucesso? O pior é que por mais que isso possa parecer brincadeira, é a mais pura verdade. A Renova, empresa de Portugal, está sendo estudada como case numa das melhores escolas de negócios da França, em especial pelo papel higiênico preto, aqui em matéria da Globo News: “O segredo são cores berrantes, que caíram no gosto do público e podem combinar com
a decoração. O papel higiênico colorido já é sucesso em mais de 50 países. O preço de pacote com três rolos chega a quase R$ 20″. Nota-se claramente que este é um produto que satisfaz muito além das necessidades do consumidor.Existe uma cobrança atualmente por sempre oferecermos mais e mais inovações. A gente é sempre cobrado para ir em busca sempre da inovação. Se olharmos os fundamentos do processo criativo, vemos que não é tão complicado assim. Podemos substituir materiais, nomes e processos. Combinar materiais e interesses do consumidor. Adaptar, aumentar, arrumar. Modificar uma cor, um sabor, uma forma. Colocar outros usos, outras utilidades. Eliminar peso, reduzir tamanho. Um celular hoje não serve só pra fazer ligação, tem câmera, mp3, internet, tudo. Podemos criar embalagens menores para solteiros ou para a terceira idade. Quem não gostaria de tomar Yakult de litro? São muitas, mas muitas as opções que podemos ter com pequenas intervenções e são essas as mais eficazes.
Texto de Gustavo Gobbato. www.ccvp.com.br
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